Existem várias formas de insulina, classificadas em função da rapidez do início da sua acção e da duração do seu efeito. O tipo de insulina a utilizar, a dose e formas de administração devem ser especificamente estipuladas em cada caso e para cada doente.1

Nos últimos anos, verificaram-se avanços significativos na terapia com insulina basal. A segunda geração de análogos de insulina basal oferece benefícios terapêuticos significativos em relação às terapias de insulina de primeira geração, o que pode ajudar os profissionais de saúde e os doentes a superar algumas das barreiras ao início e à intensificação do tratamento com insulina.2

Os análogos de insulina basal de segunda geração (por exemplo, insulina glargina 300 U/mL) demonstraram eficácia semelhante na redução da HbA1c relativamente à insulina de primeira geração (por exemplo, insulina glargina 100 U/mL).3-5 Os agentes mais novos têm perfis farmacocinéticos e farmacodinâmicos mais longos e mais estáveis do que os tratamentos de primeira geração, associados a baixa variabilidade glicémica ao longo do dia e alta reprodutibilidade (baixa variabilidade entre dias) na exposição à insulina, com controlo glicémico previsível e estável além das 24 horas.2-5 Por este motivo, são preferencialmente recomendados nas orientações clínicas das sociedades científicas para o tratamento farmacológico da diabetes.1,6

 

    1. American Diabetes Association Professional Practice Committee. 9. Pharmacologic approaches to glycemic treatment: Standards of Medical Care in Diabetes—2022. Diabetes Care 2022;45(Suppl. 1):S125–S143
    2. Cheng A, et al. The Safety and Efficacy of Second-Generation Basal Insulin Analogues in Adults with Type 2 Diabetes at Risk of Hypoglycemia and Use in Other Special Populations: A Narrative Review. Diabetes Ther. 2020 Nov;11(11):2555-2593.
    3. Blonde L, et al. Insulin glargine 300 units/mL for the treatment of individuals with type 2 diabetes in the real world: A review of the DELIVER programme. Diabetes Obes Metab. 2021 Aug;23(8):1713-1721.
    4. Cheng A, et al. Insulin glargine 300 U/mL and insulin degludec: A review of the current evidence comparing these two second-generation basal insulin analogues. Diabetes Metab Res Rev . 2020 Apr 21;e3329
    5. Battelino T, et al. Comparison of Second-Generation Basal Insulin Analogs: A Review of the Evidence from Continuous Glucose Monitoring. Diabetes Technol Ther. 2021 Jan;23(1):20-30.
    6. Kalra S, et al. Individualizing Time-in-Range Goals in Management of Diabetes Mellitus and Role of Insulin: Clinical Insights From a Multinational Panel. Diabetes Ther. 2021 Feb;12(2):465-485.

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