EASD 2025 – Lunch & Learn with Beta: Perspetivas científicas sobre a função das células beta na diabetes tipo 1
Autor: Campus Sanofi
Conheça as principais mensagens do simpósio científico “Lunch & Learn with Beta”, organizado pela Sanofi sobre diabetes tipo 1 (DT1), realizado durante o congresso EASD em Viena.
Um encontro que reuniu especialistas de referência para aprofundar o papel das células beta na evolução e gestão da doença.
Células beta: o fundamento da homeostase glicémica e da DT1 – um ataque autoimune progressivo às células beta
Durante a sua intervenção, o Dr. Conan Tu explicou que a DT1 se desenvolve como resultado de um ataque autoimune progressivo às células beta, responsáveis pela produção de insulina. Este processo pode passar despercebido até que mais de 50% da função celular seja perdida, momento em que geralmente surge a disglicemia.
Apresentou o desenvolvimento progressivo da doença em estádios, destacando que nos estádios 3 e 4 não será necessário detetar autoanticorpos para confirmar o diagnóstico. Além disso, referiu que a determinação do peptídeo C pode ser usada como marcador para avaliar a função residual das células beta, sendo a avaliação do peptídeo C estimulado mais fiável do que o Peptídeo C basal. Embora os níveis de peptídeo C diminuam nas fases mais tardias da DMT1, podem ser normais ou até elevados nas fases iniciais.
O valor da função residual das células beta para determinar o percurso do paciente e o futuro da diabetes tipo 1 na perspetiva das células beta
A Dra. Teresa Quattrin partilhou que, apesar dos avanços tecnológicos, o controlo glicémico global em pessoas com DT1 não melhorou de forma significativa. No entanto, mesmo uma pequena quantidade de função residual das células beta pode ter um impacto clínico relevante:
- Melhor controlo glicémico
- Menor risco de cetoacidose diabética (CAD)
- Redução nas necessidades de insulina
- Menor incidência de complicações: retinopatia (-45%) e nefropatia (-39%)
Foi também destacada a importância do rastreio precoce através da deteção de autoanticorpos, especialmente em populações de alto risco (familiares de pessoas com DT1, com um risco 15 vezes superior). Esta abordagem permite prevenir episódios traumáticos de CAD (62% em pessoas não rastreadas versus apenas 6% nas rastreadas) e abre caminho para intervenções antes da perda total das células beta.
European Association for the Study of Diabetes (EASD). 61st EASD Annual Meeting, Viena, Áustria, 16–19 de setembro de 2025. Disponível em: https://www.easd.org/annual-meeting/easd-2025.html
MAT-PT-2500844 V2 – Novembro 2025